sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Toc, toc!

Vamos imaginar uma história comigo? Digamos que você é o convidado em uma festa em sua própria homenagem. Em uma situação de grande perigo, você salvou a vida de algumas pessoas, e por isso está recebendo esta festa. Porém  estas pessoas que estão ali, e que foram salvas por você, pensam que são ricos. São eles:  banqueiros, empresários, políticos, donos da Indústria farmacêutica e têxtil. Enfim, pessoas da alta sociedade. Se acham ricas  e poderosas.
Nesta festa você começa a não se sentir bem, pois as pessoas te ignoram,  são mesquinhas, conversam sobre suas próprias vidas, cuidam de seu interesse, fazem negócios, ostentam suas riquezas, e você não tem nada a ver com aquilo. Elas não se deram conta, mas você, que é especialista em Metais Nobres, mais especificamente Ouro Puro, é a pessoa realmente rica da festa,  porém, sua maior pretensão é estar perto das pessoas, e fazê-las se sentir bem, e contar como você está feliz por, em determinada situação, ter tido a oportunidade de salvar vidas, você quer contar uma boa história e seus planos para o futuro, mas essas pessoas não estão interessadas. Você, triste, sai do grande salão e vai até o jardim para respirar um pouco de ar puro, já que o ambiente está cheio, tenso e confuso. Quando você volta pra festa, vê que alguém fechou a porta, e nem percebeu que você está do lado de fora. Logo você, que é a estrela da noite. Você bate à porta e ninguém te ouve. Estão todos ocupados consigo mesmos. Eles nem estão sentindo a sua ausência.
                    -Então, por que mesmo estamos dando esta festa? 
                    -Oh sim, vamos falar mais sobre negócios!
Esta é a situação em que estava Jesus, quando pediu a João que escrevesse uma carta aos Laodicenses. Praticamente empurrado pra fora do coração daqueles “cristãos”. Esta era a mensagem insistente que Ele passou em Apocalipse  3.20

Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. 

Geralmente utilizamos este versículo em evangelização pessoal, a quem ainda não é cristão.
Ouça! – dizemos às pessoas – Jesus está batendo na porta do seu coração! Porque você não o recebe? Entregue sua vida a Jesus!
Mas podemos perceber que isso foi escrito para Laodicéia, que  era uma comunidade de cristãos exatamente como os convidados desta festa: arrogantes, prepotentes, cheios de si. Era uma cidade próspera, rica, importante,  Era um centro bancário, e famosa pela produção têxtil  e, principalmente, pela escola de medicina que produzia  um colírio medicinal, extraída de uma pedra da própria região.
Jesus faz uma grave e triste constatação sobre os laodicenses:

Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.
Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu.  Apoc  3:16-17


Estavam perdendo o melhor da festa, que era a presença de Jesus, que dera sua própria vida em favor daquelas pessoas.  Mas Jesus, sabendo que eles eram miseráveis e necessitavam de  compaixão, insistentemente batia à porta, esperando que abrissem e tivessem o prazer de fazer uma deliciosa refeição com Ele, e aconselhava:
Pobre  - Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico!
Cego - Compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar!
Nu - Compre roupas brancas e vista-se, para cobrir a sua vergonhosa nudez!
Quantas vezes trancamos Jesus para fora do nosso coração? Demonstramos segurança, ostentamos  um olhar altivo, aparentamos não precisar da presença de Jesus e nosso coração está endurecido.
Mas Ele continua batendo à nossa porta. Quando vamos deixá-lo entrar para termos o prazer de sua companhia e termos as nossas necessidades espirituais supridas Nele?  Quando deixaremos  de ser auto suficientes,  para nos entregarmos  inteiramente ao seu trabalhar em nossas vidas? Quando deixaremos que Ele tire de nós o coração de pedra , e nos dê um novo coração, de carne? (Ezequiel 11:19)
Que tal tomar uma posição AGORA, de abrir a porta e receber Jesus com alegria? Lc  19:6
Ele está batendo ainda... Consegue ouvir?
Por Célia Soncella

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Volto logo!

Imagem retirada da Net A.D.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Apaixone-se outra vez!

Se encontrarem meu amado,
 diga-lhes que estou enferma de amor...(Ct 5.8)

O livro de Cantares retrata a história de amor, de um casal de noivos, muito singela e singular.
Um príncipe que se apaixona por uma plebéia. Uma típica história de amor, sonhada por todas as moças.
Lindas canções e juras de amor são relatadas ali. A noiva, incomodada com os olhares para a sua pele morena devido ao trabalho constante de sol a sol, pede que as outras moças do palácio não a julguem por isso.  Enquanto ela se preocupava com as outras eis o que o noivo pensava a seu respeito:
Eis que és formosa, ó amiga minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas. (Ct 4.1)
O noivo a levou ao seu palácio, ao lugar de banquete, e em clima de festa lhe mostrou todo o seu amor.
Como uma moça simples, ela se mostrava envergonhada pela sua aparência, e intimidada pela beleza e riqueza do palácio. Mas o noivo a incentivava:
Pomba minha,  que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face, aprazível. (Ct  2.14)
A noiva reconhecia a voz do seu amado, (Cantares 2.8) e seu coração estremecia por amor dele. (5.4). Seus sonhos era para o seu querido, e nas madrugadas, em sonhos, quando não o encontrava, ela o buscava constantemente, chamava por ele, até encontrar “aquele a quem ama a minha alma”. (3.1-4).
Esta história de amor repleta de poesias cantadas pelo noivo, a noiva, os amigos do noivo e da noiva e de suas famílias, não te lembra alguma história?
A mim, me lembra a minha própria história. Meu Amado que me conheceu “queimada de sol”, sofrida e sem esperança. Sim, Ele me amou. O que Ele viu em mim? Beleza, olhos cansados e à procura de um amor que vale a pena. Ele me levou ao seu lugar secreto e demonstrou todo o Seu amor. Seu lugar secreto era um Jardim, O Jardim do Getsêmani, cujo significado é  Lugar onde se prensa o azeite,  e é onde sua alma foi prensada. Lá onde ele decidiu por mim. ele poderia ter optado pela Sua liberdade, por não sofrer na cruz do calvário, mas ele deu a Sua vida por me amar. Me encontrou na fenda das penhas, escondida, com medo, e me chamou com a Sua voz doce e agradável. Eu ouvi a Sua voz e logo aprendi a reconhecê-la quando me chamava, e meu interior estremecia por amor Dele. Como borboletas no estômago, sabe? Como dizem de quem está apaixonado.
O buscava constantemente e tinha certeza do Seu grande amor.
Mas como aconteceu com a noiva de cantares, no capitulo 5, muitas vezes sou indiferente com meu Amado. O poema conta de como ela fingiu indiferença com seu noivo, e não atendeu ao seu chamado quando este veio bater a sua porta. Ela deu a desculpa de que já estava deitada, e não queria “ser incomodada”. Somente quando ele foi embora e ela não conseguia mais ouvir a sua voz, se deu conta de que estremecera de amor por ele.
Quantas foram as vezes que fiz o mesmo, e  deixei meu Amado se ir? Depois a solidão que abate a alma, e o estremecimento pela ausência do Querido. Uma dor enorme e um desejo de encontrá-lo mais uma vez.
Se encontrarem meu amado, diga-lhes que estou enferma de amor...(Ct 5.8)
É assim que ficamos sem Ele: se não ficamos desfalecidos de amor, ficamos doentes por causa da contaminação do mundo.
No capítulo 6 é dado o paradeiro do noivo: ele estava no jardim, onde, talvez estivesse relembrando os momentos que ali passara com a sua noiva. Quando ele a vê, lhe faz elogios e diz a ela o quanto a sua beleza é perturbadora. Novamente ele lhe fala sobre o seu amor que pertence somente a ela.
O amor de Jesus é incondicional. Observa-se que no poema, o noivo não censurou a sua noiva, apenas confirmou a ela o amor, e como a estava esperando. Assim como meu Querido, que não censura, nem despreza ou abandona aquele que o busca com ansiedade, sinceridade e estremecimento no coração. Ao contrário, Ele mesmo faz o convite:
 “Venha, beba de graça da água da vida.” Ap 22.17
GRAÇA– Inexplicável e imensurável GRAÇA! Imerecida e abundante GRAÇA!
No lugar secreto, no Seu jardim: este é o lugar que Jesus espera me encontrar. (Gn 3.8)  ali me fala do seu amor. E pede que eu não me esconda da Sua presença
Você está escondida como uma pomba  na fenda de uma rocha.  Mostre-me o seu rosto;
 deixe-me ouvir a sua voz;  pois a sua voz é suave,  e o seu rosto é lindo. (Ct 2.14)
Apesar de toda minha indiferença para com o meu Noivo, Ele deseja se encontrar comigo, olhar nos meus olhos, segurar a minha cabeça com suas mãos e recostá-la junto ao Seu coração.
O que é necessário para que isso aconteça? –Borboletas no estômago. Coração estremecido de amor, buscar até encontrar, aguardá-lo ansiosamente todos os dias, horas, minutos e segundos!
Apaixonar-se novamente, dia após dia...
Por Célia Soncella

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