sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Toc, toc!

Vamos imaginar uma história comigo? Digamos que você é o convidado em uma festa em sua própria homenagem. Em uma situação de grande perigo, você salvou a vida de algumas pessoas, e por isso está recebendo esta festa. Porém  estas pessoas que estão ali, e que foram salvas por você, pensam que são ricos. São eles:  banqueiros, empresários, políticos, donos da Indústria farmacêutica e têxtil. Enfim, pessoas da alta sociedade. Se acham ricas  e poderosas.
Nesta festa você começa a não se sentir bem, pois as pessoas te ignoram,  são mesquinhas, conversam sobre suas próprias vidas, cuidam de seu interesse, fazem negócios, ostentam suas riquezas, e você não tem nada a ver com aquilo. Elas não se deram conta, mas você, que é especialista em Metais Nobres, mais especificamente Ouro Puro, é a pessoa realmente rica da festa,  porém, sua maior pretensão é estar perto das pessoas, e fazê-las se sentir bem, e contar como você está feliz por, em determinada situação, ter tido a oportunidade de salvar vidas, você quer contar uma boa história e seus planos para o futuro, mas essas pessoas não estão interessadas. Você, triste, sai do grande salão e vai até o jardim para respirar um pouco de ar puro, já que o ambiente está cheio, tenso e confuso. Quando você volta pra festa, vê que alguém fechou a porta, e nem percebeu que você está do lado de fora. Logo você, que é a estrela da noite. Você bate à porta e ninguém te ouve. Estão todos ocupados consigo mesmos. Eles nem estão sentindo a sua ausência.
                    -Então, por que mesmo estamos dando esta festa? 
                    -Oh sim, vamos falar mais sobre negócios!
Esta é a situação em que estava Jesus, quando pediu a João que escrevesse uma carta aos Laodicenses. Praticamente empurrado pra fora do coração daqueles “cristãos”. Esta era a mensagem insistente que Ele passou em Apocalipse  3.20

Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. 

Geralmente utilizamos este versículo em evangelização pessoal, a quem ainda não é cristão.
Ouça! – dizemos às pessoas – Jesus está batendo na porta do seu coração! Porque você não o recebe? Entregue sua vida a Jesus!
Mas podemos perceber que isso foi escrito para Laodicéia, que  era uma comunidade de cristãos exatamente como os convidados desta festa: arrogantes, prepotentes, cheios de si. Era uma cidade próspera, rica, importante,  Era um centro bancário, e famosa pela produção têxtil  e, principalmente, pela escola de medicina que produzia  um colírio medicinal, extraída de uma pedra da própria região.
Jesus faz uma grave e triste constatação sobre os laodicenses:

Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.
Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu.  Apoc  3:16-17


Estavam perdendo o melhor da festa, que era a presença de Jesus, que dera sua própria vida em favor daquelas pessoas.  Mas Jesus, sabendo que eles eram miseráveis e necessitavam de  compaixão, insistentemente batia à porta, esperando que abrissem e tivessem o prazer de fazer uma deliciosa refeição com Ele, e aconselhava:
Pobre  - Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico!
Cego - Compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar!
Nu - Compre roupas brancas e vista-se, para cobrir a sua vergonhosa nudez!
Quantas vezes trancamos Jesus para fora do nosso coração? Demonstramos segurança, ostentamos  um olhar altivo, aparentamos não precisar da presença de Jesus e nosso coração está endurecido.
Mas Ele continua batendo à nossa porta. Quando vamos deixá-lo entrar para termos o prazer de sua companhia e termos as nossas necessidades espirituais supridas Nele?  Quando deixaremos  de ser auto suficientes,  para nos entregarmos  inteiramente ao seu trabalhar em nossas vidas? Quando deixaremos que Ele tire de nós o coração de pedra , e nos dê um novo coração, de carne? (Ezequiel 11:19)
Que tal tomar uma posição AGORA, de abrir a porta e receber Jesus com alegria? Lc  19:6
Ele está batendo ainda... Consegue ouvir?
Por Célia Soncella

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Volto logo!

Imagem retirada da Net A.D.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Apaixone-se outra vez!

Se encontrarem meu amado,
 diga-lhes que estou enferma de amor...(Ct 5.8)

O livro de Cantares retrata a história de amor, de um casal de noivos, muito singela e singular.
Um príncipe que se apaixona por uma plebéia. Uma típica história de amor, sonhada por todas as moças.
Lindas canções e juras de amor são relatadas ali. A noiva, incomodada com os olhares para a sua pele morena devido ao trabalho constante de sol a sol, pede que as outras moças do palácio não a julguem por isso.  Enquanto ela se preocupava com as outras eis o que o noivo pensava a seu respeito:
Eis que és formosa, ó amiga minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas. (Ct 4.1)
O noivo a levou ao seu palácio, ao lugar de banquete, e em clima de festa lhe mostrou todo o seu amor.
Como uma moça simples, ela se mostrava envergonhada pela sua aparência, e intimidada pela beleza e riqueza do palácio. Mas o noivo a incentivava:
Pomba minha,  que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face, aprazível. (Ct  2.14)
A noiva reconhecia a voz do seu amado, (Cantares 2.8) e seu coração estremecia por amor dele. (5.4). Seus sonhos era para o seu querido, e nas madrugadas, em sonhos, quando não o encontrava, ela o buscava constantemente, chamava por ele, até encontrar “aquele a quem ama a minha alma”. (3.1-4).
Esta história de amor repleta de poesias cantadas pelo noivo, a noiva, os amigos do noivo e da noiva e de suas famílias, não te lembra alguma história?
A mim, me lembra a minha própria história. Meu Amado que me conheceu “queimada de sol”, sofrida e sem esperança. Sim, Ele me amou. O que Ele viu em mim? Beleza, olhos cansados e à procura de um amor que vale a pena. Ele me levou ao seu lugar secreto e demonstrou todo o Seu amor. Seu lugar secreto era um Jardim, O Jardim do Getsêmani, cujo significado é  Lugar onde se prensa o azeite,  e é onde sua alma foi prensada. Lá onde ele decidiu por mim. ele poderia ter optado pela Sua liberdade, por não sofrer na cruz do calvário, mas ele deu a Sua vida por me amar. Me encontrou na fenda das penhas, escondida, com medo, e me chamou com a Sua voz doce e agradável. Eu ouvi a Sua voz e logo aprendi a reconhecê-la quando me chamava, e meu interior estremecia por amor Dele. Como borboletas no estômago, sabe? Como dizem de quem está apaixonado.
O buscava constantemente e tinha certeza do Seu grande amor.
Mas como aconteceu com a noiva de cantares, no capitulo 5, muitas vezes sou indiferente com meu Amado. O poema conta de como ela fingiu indiferença com seu noivo, e não atendeu ao seu chamado quando este veio bater a sua porta. Ela deu a desculpa de que já estava deitada, e não queria “ser incomodada”. Somente quando ele foi embora e ela não conseguia mais ouvir a sua voz, se deu conta de que estremecera de amor por ele.
Quantas foram as vezes que fiz o mesmo, e  deixei meu Amado se ir? Depois a solidão que abate a alma, e o estremecimento pela ausência do Querido. Uma dor enorme e um desejo de encontrá-lo mais uma vez.
Se encontrarem meu amado, diga-lhes que estou enferma de amor...(Ct 5.8)
É assim que ficamos sem Ele: se não ficamos desfalecidos de amor, ficamos doentes por causa da contaminação do mundo.
No capítulo 6 é dado o paradeiro do noivo: ele estava no jardim, onde, talvez estivesse relembrando os momentos que ali passara com a sua noiva. Quando ele a vê, lhe faz elogios e diz a ela o quanto a sua beleza é perturbadora. Novamente ele lhe fala sobre o seu amor que pertence somente a ela.
O amor de Jesus é incondicional. Observa-se que no poema, o noivo não censurou a sua noiva, apenas confirmou a ela o amor, e como a estava esperando. Assim como meu Querido, que não censura, nem despreza ou abandona aquele que o busca com ansiedade, sinceridade e estremecimento no coração. Ao contrário, Ele mesmo faz o convite:
 “Venha, beba de graça da água da vida.” Ap 22.17
GRAÇA– Inexplicável e imensurável GRAÇA! Imerecida e abundante GRAÇA!
No lugar secreto, no Seu jardim: este é o lugar que Jesus espera me encontrar. (Gn 3.8)  ali me fala do seu amor. E pede que eu não me esconda da Sua presença
Você está escondida como uma pomba  na fenda de uma rocha.  Mostre-me o seu rosto;
 deixe-me ouvir a sua voz;  pois a sua voz é suave,  e o seu rosto é lindo. (Ct 2.14)
Apesar de toda minha indiferença para com o meu Noivo, Ele deseja se encontrar comigo, olhar nos meus olhos, segurar a minha cabeça com suas mãos e recostá-la junto ao Seu coração.
O que é necessário para que isso aconteça? –Borboletas no estômago. Coração estremecido de amor, buscar até encontrar, aguardá-lo ansiosamente todos os dias, horas, minutos e segundos!
Apaixonar-se novamente, dia após dia...
Por Célia Soncella

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Isso não é justo! (?)

O livro de Jonas conta uma daquelas histórias que nos fazem corar de vergonha, ao mesmo tempo em que nos prostramos perante Aquele que é digno de toda honra e glória.
Jonas: um homem teimoso, amargurado, insensível, preocupado com seus próprios problemas, alheio às dores do próximo. Você se identificou  com ele?  Eu sim.
Nínive era a capital da Assíria, que desde muito tempo, era  inimiga do povo de Israel. Várias vezes guerrearam contra os israelitas, o que os fazia “personae non gratae” a qualquer judeu que se prezasse.
Sabendo que este povo era perverso e não sabia distinguir entre o bem e o mal, Deus ordenou a Jonas que profetizasse a destruição daquela cidade.
Jonas fugiu. Quem poderia imaginar que se pudesse fugir da presença do Senhor? Somente alguém que não tem uma completa noção da soberania de Deus pudesse achar isso. Naquele tempo acreditava-se que os vários deuses que havia, tinham poder incontestável  somente no local em que eram conhecidos e adorados (Comentário bíblico Vida Nova), e talvez esse fosse o motivo porquê Jonas tivesse fugido. Mas como disse certo homem segundo o coração de Deus: Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Salmos 139.7
Nesta jornada, Jonas descobriu quem era o verdadeiro Deus com quem ele estava começando a se relacionar.
Depois de uma experiência singular, e de uma oração dramática, Jonas voltou para fazer o que Deus havia lhe ordenado. Chegou àquela importante cidade e, por um dia inteiro, começou a proclamar a Sua destruição. Vemos aqui, que Jonas ainda estava fazendo o que lhe havia mandado, não por misericórdia ou por amor, pois ele estava proclamando a destruição da cidade e não pregando o arrependimento. Mas para sua surpresa, o coração daquele povo começou a se mover, e a se humilhar diante de Deus. Eles creram naquela palavra e decidiram se humilhar diante de Deus. Talvez não estivessem totalmente arrependidos de seus pecados ainda, pois o texto mostra que eles ficaram com muito medo e decidiram que se converteriam ao Senhor. Mais surpreso ainda ficou Jonas quando Deus não fez o que havia intencionado.
“Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez.”  Jonas 3.10
A palavra neste texto “arrependeu” (nacham) , significa que Deus sentiu compaixão, pena daquele povo ao ver suas lamentações. E Jonas, como bom legalista que era, não se conformou com esse fato e “fez beicinho” e disse: Eu sabia!! Não disse que o Senhor se arrependeria? Isso é justo, Senhor? E novamente correu para longe. A Bíblia diz que ele saiu da cidade e se colocou ao oriente e ficou lá, esperando pra ver que aconteceria.
 –Será que agora Deus “cai em si” e resolve destruir essa cidade de uma vez? Quem sabe esse não seria o pensamento de Jonas!
Mas para o SENHOR, como neste livro é descrito Yehovah (Deus verdadeiro), não há limites para presentear a todos com a Sua graça incondicional.  Deus tratou novamente com Jonas: fez nascer uma planta para lhe fazer sombra e trazer conforto, o que deixou Jonas alegre e satisfeito. Mas no outro dia, a planta se secou, e novamente o amigo Jonas reclamou: Deus, quero morrer! Não vale a pena viver!
Nesse momento Deus mostra o que é a sua justiça:
Jonas você nem se deu ao trabalho de plantar e está reclamando e se preocupando com a planta que morreu? Imaginou que Eu não me preocuparia com essa cidade onde habita pessoas as quais  eu amo, e que não sabem discernir o bem do mal?
A bíblia não relata como Jonas recebeu essa palavra. O que disse, o que pensou, se ele se arrependeu... Mas eu teria corado de vergonha, como o estou agora, ao imaginar como julgamos as pessoas que Deus ama e pelas quais deu Seu filho Jesus. A mim não custa nada a salvação de uma pessoa, mas para Deus custou o sangue de Jesus, seu amado filho. Porque não posso amar as pessoas que Deus ama? Porque só consigo amar aquelas que são “parecidas” comigo, que são aceitáveis aos meus olhos?  Porque não conseguimos entender que TODOS pecaram e carecem da glória de Deus? (Rm 3.23) 
Isso é Verdadeira e Maravilhosa Graça. Isso sim é justo diante de Deus!
Por Célia Soncella



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sábado, 15 de outubro de 2011

Gratidão


"Sem dúvida eles são o meu povo", disse ele; "são filhos que não me vão trair"; e assim Ele se tornou o Salvador deles.Em toda a aflição do seu povo Ele também se afligiu, e o anjo da Sua presença os salvou. Em Seu amor e em Sua misericórdia Ele os resgatou; foi Ele que sempre os levantou e os conduziu nos dias passados.
Apesar disso, eles se revoltaram e entristeceram o Seu Espírito Santo. “Isaías 63:7-10

Quando um filho nasce e seus pais o tomam nos braços, uma paz profunda reina em seus corações. Ao olharpara aquele ser tão lindo e indefeso, o único pensamento é de que, a partir deste momento, suas vidas não serão as mesmas.  Os pensamentos sobre uma criança são sempre bons, de paz, de alegria. O texto de Isaías 63.8 retrata exatamente este quadro: um pai que olha seu filho no berço e pensa: “esse é o meu filho, e ele vai me dar muitas alegrias! Todos poderão me trair e me decepcionar, mas  não o meu querido filho!”
Neste texto, Isaías também conta a trajetória de vida deste Pai e filho, de como as dificuldades do filho também afetaram ao Pai (vers 9), e de como Ele mesmo se colocou frente às aflições, salvou seu filho, o amou e o resgatou, de como o tomou em seus braços e os conduziu. Mas, como processo natural esse filho cresce, e em seus olhos não há mais a mesma pureza e dependência. Ele começa a achar que consegue caminhar sozinho e não precisa da ajuda de ninguém. O texto fala, com pesar,  que mesmo o Pai fazendo tudo pelo filho, este se revoltou contra Ele e entristeceu seu Espírito Santo (vers 10a).
Este é o nosso retrato hoje: nosso Pai nos olhou profundamente nos olhos e disse: "esse é meu filho. Ele sempre será grato a mim.  Darei a ele  meu amor e misericórdia, pois é meu amado. Eu o protegerei todos os dias. Suas dores serão as minhas, suas decepções não passarão despercebidas. Serei seu consolo e esperança. Eu o cuidarei e o amarei."
Mas nós lhe viramos as costas e passamos a viver dissimuladamente, pela nossa própria vontade, sem nos importarmos com os sentimentos do Pai  e,  quando começamos a sentir as conseqüências  de se viver longe de Deus, começamos a questionar Sua existência e Seu amor. E, como o povo de Israel,  na continuação deste texto, queremos “lembrar” Deus de suas promessas, Seus feitos, Seu “dever” de nos proteger e amar, como Pai que é.  Temos vivido como filhos mimados, inconseqüentes,  arrogantes e que justificam a todo o tempo, em cada passo errado, acham que, aconteça o que acontecer, seu Pai deve fazer a sua vontade.
Mas,  como bom e perfeito Pai  Ele nos deixa, muitas vezes,  com as conseqüências de nossos próprios erros.
O capitulo 64 de Isaías, mostra o completo arrependimento deste povo. Maravilhoso este texto de profundo anseio pela presença do Pai:

 Ah, se rompesses os céus e descesses! Os montes tremeriam diante de ti! Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe. Isaías 64:1,6 

No momento em que reconhecemos essa deficiência, e de que não podemos caminhar sozinhos, longe do amor do Pai, desejamos como nunca, ser como aquela criança em Seus braços, longe de qualquer perigo, sem pretensões. Reconhecemos que somos Dele e Ele tem o direito de nos trabalhar conforme a Sua vontade.

 Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro.Todos nós somos obra das tuas mãos.  Isaías 64:8

Como poderemos viver assim? Como filhos nos braços do Pai?
O versículo 7 do cap 63 nos diz: “Celebrarei as benignidades do Senhor e os seus atos gloriosos...”
A palavra “celebrarei” aqui, significa lembrar, recordar, trazer a memória, fazer um memorial.  E é isso que devemos ter em nossa mente e coração: Gratidão. Com esse sentimento, poderemos tranquilamente viver eternamente nos braços do Pai. Gratidão por ter nos criado a Sua imagem e semelhança, pelo Seu Espirito Santo, pelo presente da salvação em Cristo Jesus... Quantas coisas temos para agradecer!
Consegue se lembrar de alguma? Que tal expressar ao Pai agora a sua gratidão?
Por Célia Soncella

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Onde eu possa ouvir Tua voz...


O meu coração está cheio de medo, e o pavor da morte cai sobre
 mim. Sinto um medo terrível e estou tremendo;  
o pavor tomou conta de mim.
Ah! Se eu tivesse asas como a pomba, voaria para um lugar 
de descanso!  Fugiria para bem longe e moraria no deserto.  Bem depressa procuraria achar  um lugar seguro para me esconder da ventania e da tempestade.  Salmos 55:4-8

Quando Davi escreveu esta canção estava escondido  em um lugar chamado Zife  e fugindo de seu opositor Saul  (I Sm 23:19-23). Os homens daquele lugar foram ao rei e denunciaram a presença de Davi em suas terras.  Saul saiu no encalço de Davi e seus homens, e quando estava para pôr as mãos neles, alguém chegou e disse que os filisteus haviam invadido as terras do rei. Saul, por ora, abandonou o seu intento.
Indiscutivelmente, este cântico dramático tinha suas razões de sê-lo. Davi realmente via a morte de perto, e em oração clamou a Deus expressando com toda a sua alma o que ele sentia. Por  ter esse coração inclinado a Deus e sincero, era chamado o homem segundo o Seu coração, reconhecido pelo próprio Deus (At 13.22). Quantas de nossas orações são sinceras assim? Digo isso porque Davi reconheceu sua pequenez e expressou todo seu medo e pavor naquele momento desejando ser uma pomba para voar e fugir dali, e ir para o deserto. Fiquei pensando: por que não desejou ser uma águia, que voa alto e majestosamente? Uma pomba é símbolo de simplicidade, ingenuidade, isenta de maldade.  E por que ele desejou ir para o deserto. Não é do deserto que todos nós fugimos?
Pesquisando sobre as pombas, descobri que ela faz seu ninho em qualquer lugar que seja protegido de frio e chuva, ou seja, não há pretensões em seu coração, apenas quer se sentir segura. O salmista sabia que fugindo para o deserto, lugar de intenso calor durante o dia, e frio cortante durante a noite, poderia encontrar abrigo em alguma rocha que lá houvesse. Ele sabia que Deus era a Rocha onde ele poderia se refugiar, e por várias vezes cantou essa verdade sobre Deus.

 Desde os confins da terra eu clamo a ti, com o coração abatido; 
põe-me a salvo na rocha mais alta do que eu. Sl 61.2

Quantas vezes desejamos como Davi fugir para bem longe, onde não há dor, guerra, traições, imperfeições, tragédias, falsidades, hipocrisias, apenas para estar num lugar seguro, quieto e em silêncio por alguns instantes? Com toda essa correria do dia a dia, pouco tempo temos para refletir, para estar a sós com Deus. Quantas vezes nossa alma clama por um tempo a sós, onde poderemos ouvir a voz do Pai amado ao nosso coração, mesmo que seja no deserto? Esse é também o desejo  Dele.

 Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. Oséias 2.14

Desejo ardentemente que Ele  me leve  à Rocha mais alta do que eu, o lugar da Sua habitação, em Sua presença e, como Maria, desejo estar aos Seus pés, para simplesmente ouvir a Sua voz. (Lc 10:39) 
Você está disposto a ir com Ele, onde Ele quiser levá-lo, apenas para falar-lhe ao coração? Um lugar onde você possa ouvir a Sua doce voz?  Por que não agora?

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sábado, 8 de outubro de 2011

Onde temos buscado o conhecimento?



“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, 
segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, 
e não segundo Cristo;”
Colossenses 2:8


Nós nos orgulhamos de ser a geração que tem acesso às informações e ao conhecimento desde os tempos mais remotos. Isso é mesmo uma grande conquista. Vemos crianças, desde pequenas, manuseando tranquilamente um computador, ou qualquer outro equipamento tecnológico. Em outros tempos, a únicas fontes de informações disponíveis eram impressas. Hoje a tecnologia está avançando a cada dia. Internet, comunicação via rádio e infinitas maneiras de se buscar a informação e o conhecimento. O ser humano tem uma grande necessidade disto, e por causa dessa ânsia de conhecimento, nasceram os filósofos, que buscavam desvendar esse mistério que é o ser humano e a necessidade intrínseca de “Algo mais”. Alguns chamam de Transcendente, Ser superior, Divino. Alguns escreviam suas teses, se equivocavam, como até hoje, e outros chegavam à simples conclusão de que era pequeno demais para esse mistério. Alguns diziam que a Divindade estava dentro de si mesmo, ou seja, todos são deuses. Ou a divindade está em todas as coisas, na natureza, no mundo, o chamado panteísmo.  Nestas tradições filosóficas não se acredita em um Deus pessoal, mas impessoal. Outras tradições chegaram a triste conclusão que simplesmente não existe essa “divindade”.
Paulo se preocupava muito com essa questão. Ele estava preso, quando escreveu a carta aos Colossenses alertando  sobre as vãs filosofias que chegavam até aos cristãos, na sua maioria gentios, recém convertidos através de um trabalho evangelístico feito por Epafras. (Cl 1.7). Paulo, mesmo preso, ouvia falar da fé que havia nos  irmãos colossenses , mas havia uma grande preocupação com as heresias que começavam a surgir entre eles.  Não é diferente em nossos tempos. Mencionei e avanço da tecnologia porque entendo que hoje temos muito acesso às informações, mas pouco conhecimento, que é o que realmente necessitamos muito nestes tempos. Quantas vezes nós, cristãos, buscamos todos os dias, em reflexões, mensagens confortantes, textos de auto-ajuda, vídeos, áudios, etc, o conhecer a Deus, mas quantos de nós pegam a bíblia, oram e pedem ajuda ao Espírito Santo para entender e conhecer ao nosso Deus? É claro que todos esses recursos que citei são muito importantes para nós, e como tem nos ajudado, mas tudo será em vão e passageiro se não nos alimentarmos da Palavra de Deus e não buscarmos a sua revelação pra nós. Porque nosso Deus é um Deus pessoal, que trata conosco individualmente e conforme necessitamos, e através da Sua Palavra, que é a Bíblia Sagrada, hoje tão disponível pra nós que vivemos num país livre. Pra onde nos movemos, a bíblia está ao nosso alcance. Até bíblia à prova d’água existe. Ótimo pra ler enquanto descansa numa banheira ou numa piscina! E mesmo a bíblia sendo de tão fácil acesso, quanta gente com fome, sem conteúdo e sem esperança! Fico envergonhada quando leio sobre nossos irmãos que não podem ter acesso a este tesouro, e mesmo assim, dividem as suas bíblias rasgando suas páginas para que possam lê-las escondidos, nas prisões onde estão por amor ao evangelho e a Jesus. E nós o que temos feito com nossas bíblias de estudo, da criança, bíblia jovem, do ministro, da mãe, do pai, da vovó, do surfista, de bolso, em ordem cronológica, bíblia de luxo, no MP3, no celular, em áudio e etc...?

“Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos.
Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos. “
Salmos 119:5-6


 Dizemos como o salmista: quem dera!! Mas até quando vamos dizê-lo? Porque não agimos e buscamos ao Senhor da Sua fonte? A Bíblia é rica, atual, e aquele que lê-la não fica louco como dizem os ignorantes. A não ser loucos de esperto! A verdadeira sabedoria é daqueles que a buscam em Deus, porque Ele é a fonte de toda a sabedoria e o conhecimento.

"Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos."
Salmos 119:98-100

Em dias de tanta informação, necessitamos ler a Palavra do Senhor, pois muitas coisas são ensinadas, e tentam incutir na nossa mente que não precisamos deste Deus pessoal. Como você poderá confrontar ao que tentar tirar essa verdade de dentro de você?

Assim terei que responder ao que me afronta, pois confio na tua palavra. 
Salmos 119:42


Leiamos  a Palavra, para conhecermos a Deus, para que não sejamos envergonhados diante do inimigo e das pessoas, e  para entender a boa, perfeita e agradável vontade de Deus pras nossas vidas. 
Por Célia Soncella

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